Destaques
Lenine ou Kornilov?
lenine_ou_kornilovTeria a vida política social e política dos povos (europeus e não só) corrido da mesma forma sem esta Revolução que fez abalar o mundo em 1917? A resposta óbvia é para afirmar que não, a tal ponto a sua inspiração foi forte noutros movimentos revolucionários e descolonizadores ocorridos ao longo do séc. XX. Para não falar dos efeitos directos da Revolução para todos os povos do Império Russo e do Leste europeu. No entanto, o que fica difícil é avaliar até que ponto – negativa ou positivamente – este acontecimento marcou o tempo vivido desde 1917.
Esta é a proposta de Valério Arcary, num ensaio em que analisa os efeitos directos e indirectos da Revolução Soviética até hoje no mundo.
 
Um bolchevismo alemão?
bolchevismoOs grandes acontecimentos da história dos homens não são previsíveis nem programáveis, como aconteceu com a Revolução de Outubro na Rússia. Envolvidos na onda podem os homens tentar o desvio das águas que tudo submergem ou tentar corrigir o azimute, não mais do que isso.
Olhando para o futuro, os marxistas imaginaram a revolução comunista a acontecer na Alemanha e não na Rússia, no que se enganaram completamente. E foi tão inesperado o seu engano que mal conseguiram reagir à “revolução spartakista” alemã de 1919. Apoiar os alemães revolucionários ou não dividiu completamente os bolchevistas russos. Na Alemanha (como na Rússia) ficou demonstrado que as teorias revolucionárias são apenas modelos que a realidade verga a seu belo prazer.  
 
Entre o terror e a esperança
terrorEm 1917, a primeira revolução russa, que limitou o poder do czar e implantou no país um regime mais parecido com as democracias liberais do Ocidente foi visto pelos republicanos portugueses com muita simpatia. Liberdade, cidadania e soberania legitimada passam a fazer parte das referências da imprensa portuguesa sobre a Revolução de Fevereiro.
Em Outubro tudo mudou. O número de simpatizantes decresceu e estão agora apenas no mundo operário e sindical. A proposta de paz dos russos e os decretos sobre a terra tornaram-se demasiado incomodativos para a consciência da média burguesia republicana que conduzia o país. No entanto, a curiosidade persistiu ou até aumentou: jornalistas e militantes operários partem mesmo para a Rússia para ver a Revolução com os próprios olhos.
 
De mulher emancipada a “mãe heróica”
mulherO papel da mulher na Revolução Soviética a partir do percurso individual de Alexandra Kollontai. Acompanhando as vicissitudes do processo revolucionário, a sua vida pode ser dividida em duas fases: antes e depois de 1922. De audaciosa e revolucionária – apoiante das mais avançadas medidas de apoio e valorização da mulher na vida económica e social –, passou, em 1930, a apoiar Estaline, chegando a integrar a delegação diplomática russa em Estocolmo.
Percurso único de uma revolucionária ou paradigma do processo de “normalização” que se sucedeu à Revolução de Outubro?
Ler mais...
 
O XX Congresso do PC da União Soviética – Um terramoto controlado
xx_congCom a morte de Estaline emerge a figura de Nikita Krutchov, a quem coube a condução da desestalinização e a inauguração de uma era de “coexistência pacífica” entre os dois blocos político-militares em confronto.
Era a primeira vez que se ouvia falar de uma abertura ao mundo ocidental e da possibilidade de os povos organizados em democracias populares, para lá da “cortina de ferro” decidirem sobre o seu próprio destino.
Porém, este “terramoto controlado” não resolveu, antes agudizou alguns dos problemas político-económicos do mundo soviético. A economia soviética não deu o salto esperado e a repressão sobre as “primaveras” húngara (1956) e checoslovaca (1968) aprofundou desconfianças e criou um descrédito generalizado do sistema.
Ler mais...
 
A implosão da URSS – O duelo entre Gorbatchov e Ieltsin
gor_ielDezasseis anos depois do fim do bloco soviético, ainda hoje se torna difícil explicar o seu colapso. Para os contemporâneos do acontecimento ele constituiu um verdadeiro enigma. Passados estes anos, a reflexão de políticos e historiadores tenta encontrar as razões que explicam este verdadeiro cataclismo político. Um fruto das circunstâncias ou antes um acontecimento inscrito na natureza própria do regime. O que não deixa de ser paradoxal é o facto de o regime que mais falava do futuro se ter enredado num caminho sem saída.
Passados estes anos, é ainda hoje difícil o verdadeiro alcance deste terramoto político que fez entrar o mundo numa nova era.
Ler mais...
 

AGENDA

Exposição

Anita Conti e a pesca do bacalhau


Anita Conti, Les Terre-Neuvas

Museu Marítimo de Ílhavo
A partir de 18 de Maio

Ler Mais...

LIVROS

As Campanhas Coloniais de Portugal 
René Pélissier

Ler Mais...

A HISTÓRIA

Números Anteriores 

NEWSLETTER






Nas Bancas

capa_97
© 2008 Portal da Revista História
Joomla! é um software livre disponibilizado sob licença GNU/GPL.